terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Aparentemente o intervalo de Janeiro a Dezembro passou-se mais velozmente do que a ordem inversa desses mesmos meses nessa próxima virada de ano...
Não me lembro muito bem das coisas que fiz há exatamente um ano atrás e entristeço-me ao lembrar-me que as cicatrizes são os únicos vestígios que provam a minha existência nesse ano que se finda... o estourar de poucos fogos de artifícios que eu ouvi no ultimo reveillon deram o inicio a um ano horrível que para mim, já tinha começado cerca de uma semana antes... aquela estrada metade asfalto, metade terra estava estranhamente medonha e horrenda aquela hora da madrugada que já poderíamos considerar ‘este ano’. Tudo era pouco iluminado e as copas das árvores faziam sombra sob os paralelepípedos gastos, soltos e assimétricos enquanto eu com minha mochila nas costas afastava-me de onde meus pais preferiram passar a noite. Eu sabia muito bem para onde estava indo, porém andava olhando para os lados, vagarosamente, fitando algo no horizonte dessa noite escura, na espera de algo que eu não sabia ao certo o que era... “Onde está você agora?”. No caminho, ensaiei algumas frases, alguma coisa para ser escrita e dita a você quando novamente o telefone tocasse, algo que não precisava ser doce, apenas sincero...

[ponto]