.
Sabe, hoje eu olho-te e pergunto-me: "o que eu via em você?"... "será que eu algum dia pensei de verdade que você mudaria?"... "Será que eu sentia assim tanto medo de não te ter?"
É estranho...
Como em um pesadelo em que você é o protagonista caindo de um abismo, e a angustia é tão grande que você torce para que seu corpo, inanimado, chegue logo ao chão, mesmo sabendo o que ira acontecer quando tal fato proceder... e antes mesmo de teu corpo aterisar, acordar com o coração quase a fugir-te pela boca em direção ao teto de vidro de teu quarto em forma de observatório para pessoas normais...
Eu páro e penso... isso tudo é tempestade em copo d'água, sei que o que aconteceu foi algo que mais cedo ou mais tarde aconteceria, o problema (vamos chamá-lo assim), é que aconteceu mais rápido do que eu imaginei, se isso é bom ou ruim, eu não sei!
Hoje, estou bem, obrigado por sentir-se triste por isso mas é verdade... sei que estas palavras num chegarão a ti pois no esgoto frio e imundo onde você está elas num iriam se arriscar a aproximar-se... minhas palavras não se rebaixam para que teus tímpanos e tuas pupilas possam ter o prazer de conhecê-las...
Hoje meus ombros servem de apoio para outros braços e por vez, os meus, envolvem outra cintura que nunca mais será a tua. E ao contrario do que há algumas semanas seria meu suicídio, hoje é minha razão de sorrir, pois a cruz que penava em minhas costas foi presa a outro...
E eu sorriu na face da desgraça que é teu riso falso e melancolico disfarçando inutilmente a dor presente em tua alma...
.
Sou só eu ou todos pensam que fingindo ser forte, as coisas melhoram?
Anônimo
eu adoro o que você escreve!
16 de novembro de 2008 às 20:58