segunda-feira, 27 de abril de 2009

Culpa...

Posted in by teoria_de_viver | Edit

"Incrível como o peso da culpa de uma decisão errada tem o poder de nos encontrar no banheiro de um bar depois daquela noite de bebedeira feita para esquecê-los. Não importa se a noite e a bebida são quentes ou frias e nem se o cigarro é de marca ou desconhecido, as drogas podem tirar a sua consciência e maltratar o seu cerebelo, porém, não enganam a depressão, no máximo as deixam desorientada e quando ela se recompõe vem a tona e em dobro quando percebe que sua cara embriagada no espelho do banheiro se da como vencido e aceita que daquilo que se foi, nada irá voltar, nem ao menos as unhas que você passou todas as noites dessa semana roendo e remoendo aquilo que em sua memória ainda esta vivo, mesmo que você teime em dizer que já passou e que daquilo, não restou nada daquelas noites em que eu – literalmente – tinha algo em que acreditar, e desses dias, ficaram apenas a lembrança que todo dia da semana é o fim do mundo e o resto desses dias em que vivo em pesadelo com medo de não acordar mais... malditas ilusões que mais parecem deja vu a assombrar-me a cada dia 25, onde meu mês acaba e só começa lá pro dia 7, 8 e até lá, deixo que alguém – como sempre – tome conta de meus dias, dias esses que conheci a heroína que não tem farda e nem brasão. E aquele peso que retorna pra te fazer se sentir culpado é angustiante! Quando não se tem culpa então é algo literalmente irremediável e eu deveria já estar acostumado com essa dança leviana de dias, tristeza e decepção... e pergunto a todos aqueles deuses que eu lembro o nome o “por que” de termos chegado tão longe da tristeza e desistirmos segundos antes de tocamos o céu que eu por alguns dias te ofereci, assim... tão perto, mas tão distante."


(...)

1 comentáriosCulpa...


  1. Laço de Fita says:

    usamos drogas e roemos unhas na esperança de que quando todas as garrafas estiverem vazias e os dedos em carne viva, não reste mais nada. mas na maioria das vezes é mesmo como você disse. a gente levanta e, frente ao espelho, vemos o quão covardes, incapazes e idiotas nós fomos. covardes por tentar adiantar o fim. incapazes por não ter conseguido acabar com tudo. e idiotas por acharmos que os problemas seriam assim esquecidos e resolvidos.
    nunca dá certo e concordo plenamente com você quando diz que o peso é duas vezes maior quando voltamos à realidade. mas somos humanos, somos burros e na próxima decepção será o mesmo filme de quinta categoria.

    13 de julho de 2009 às 16:22